A síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna e associada à obesidade, como resultado da alimentação inadequada e do sedentarismo¹. 

 

A valorização da síndrome se deu pela constatação de sua relação com doença cardiovascular². Quando presente, a Síndrome Metabólica está relacionada a uma mortalidade geral duas vezes maior que na população normal e mortalidade cardiovascular três vezes maior². 

 

O termo Síndrome Metabólica descreve um conjunto de fatores de risco que se manifestam num indivíduo e aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes¹. A Síndrome Metabólica tem como base a resistência à ação da insulina (hormônio responsável pelo metabolismo da glicose), daí também ser conhecida como síndrome de resistência à insulina, em que a insulina age menos nos tecidos, obrigando o pâncreas a produzir mais insulina e elevando o seu nível no sangue¹ 

 

A Síndrome Metabólica ainda carece de uma definição melhor estabelecida, mas há uma indicação consensual de que o aumento da pressão arterial, os distúrbios do metabolismo dos glicídios e lipídios e o excesso de peso estão, de forma definitiva, associados ao aumento da morbimortalidade cardiovascular, fato observado não só nos países desenvolvidos, mas também, e de uma forma preocupante, nos países em desenvolvimento e subdesenvolvidos³. 

 

Fatores de risco 

A maioria das pessoas que tem a Síndrome Metabólica sente-se bem e não tem sintomas. Entretanto, elas estão na faixa de risco para o desenvolvimento de doenças graves, como as cardiovasculares e o diabetes¹. 

 

A predisposição genética, a alimentação inadequada e a inatividade física estão entre os principais fatores que contribuem para o surgimento da Síndrome Metabólica³.  

 

Os fatores de risco são¹:  

 

  • Grande quantidade de gordura abdominal – em homens, cintura com mais de 102 cm e nas mulheres, maior que 88 cm; 
  • Baixo HDL (“bom colesterol”) – em homens, menos que 40mg/dl e nas mulheres menos do que 50mg/dl; 
  • Triglicerídeos elevados (nível de gordura no sangue) – 150mg/dl ou superior; 
  • Pressão sanguínea alta – 135/85 mmHg ou superior ou se está utilizando algum medicamento para reduzir a pressão; 
  • Glicose elevada (110mg/dl ou superior). 

 

Ter três ou mais dos fatores acima é um sinal da presença da resistência insulínica¹. Esta resistência significa que mais insulina do que a quantidade normal está sendo necessária para manter o organismo funcionando e a glicose em níveis normais¹. 

 

Tratamento 

Pelo fato da Síndrome Metabólica estar associada a um maior número de eventos cardiovascularesé importante o tratamento dos componentes da síndrome². É fundamental que seja adotado um estilo de vida saudável, evitando fumo, realizando atividades físicas e perdendo peso² 

 

O aumento da atividade física e a perda de peso são as melhores formas de tratamento, mas pode ser necessário o uso de medicamentos para tratar os fatores de risco¹Sendo assim, um endocrinologista pode avaliar e orientar seu caso especificamente².  

 

Entre os medicamentos necessários estão os chamados sensibilizadores da insulina, que ajudam a baixar a açúcar no sangue, os medicamentos para pressão alta e os para baixar a gordura no sangue¹.  

 

Prevenção 

Perder peso e praticar alguma atividade física são as melhores formas de prevenir e tratar a Síndrome Metabólica. Detectar o problema pode reduzir o aparecimento de futuras doenças cardíacas¹.  

 

A atividade física e uma dieta balanceada são determinantes para o balanço energético e controle do peso³. A atividade física regular ou o exercício físico diminuem o risco relacionado a cada componente da Síndrome Metabólica e trazem benefícios substanciais também para outras doenças como, por exemplo, câncer de cólon e câncer de mama³. 

 
Fontes: 
1 – Síndrome Metabólica – Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2610-sindrome-metabolica. Último acesso no dia 13 de novembro de 2019. 
2  Síndrome Metabólica –  Sociedade BrasileiraDisponível em https://www.endocrino.org.br/sindrome-metabolica/. Último acesso no dia 13 de novembro de 2019. 
3 – I DIRETRIZ BRASILEIRA DE DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA SÍNDROME METABÓLICA – Sociedade Brasileira de cardiologia. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/abc/v84s1/a01v84s1.pdf. Último acesso no dia 13 de novembro de 2019.