hipercromia cutânea periorbital ou “olheira” é queixa comum nos consultórios de dermatologia por interferir na autoestima dos pacientes¹. Os olhos são o centro das atenções na comunicação, e a “olheira” dificilmente passa despercebida, proporcionando à face aspecto de cansaço, causando importante impacto na qualidade de vida¹. 

 

Sua ocorrência é maior em indivíduos de pele, cabelos e olhos mais escuros¹. Acomete indivíduos de qualquer idade, independente do sexo, mas é evidente a maior queixa por parte das mulheres, principalmente das mais idosas¹ 

 

Para os dermatologistas, a olheira é uma das queixas mais difíceis de tratar². Em muitos casos existem poucas informações em relação à causa e não existe um tratamento considerado padrão para solucionar o problema². A olheira interfere na aparência facial, dando ao paciente um aspecto de cansado, triste ou ressaca². Diversos tratamentos têm sido propostos para uma melhora da olheira, entre eles estão peelings químicos, lasers, uso de cosméticos, preenchimentos, cirurgia e transplante de gordura autóloga². 

 

Causas e Tratamento³ 

Quando a olheira aparece e não recebe tratamento, tende a agravar-se.  

As causas básicas das olheiras:  

 

  • Deposição de pigmentos escuros produzidos pelos melanócitos – um tipo de célula da pele – nas células queratinosas existentes em torno dos olhos;  
  • Pele fina demais, permitindo a visualização dos vasos capilares (vasinhos externos);  
  • Presença de vasos capilares tão exuberantes que sua coloração escura, que é dada pelo sangue, fica perceptível na pele.  
  • Uma quarta causa pouco citada, mas constatada no consultório, é a formação de uma espécie de ‘degrauzinho’ na pele abaixo dos olhos. Ele produz um pouco de sombra, que pode ser classificada como ‘pseudo-olheira’.  

 

A olheira tem traços familiares, ou seja, se uma pessoa a desenvolve, outras na família podem tê-la apresentado no passado ou virem a apresentá-la no futuro³. A produção e a deposição de pigmentos escuros em torno dos olhos podem resultar da simples exposição ao sol; de tendência genética; da fricção ao limpar e/ou coçar demais a área em torno dos olhos; de respiração bucal, porque prejudica a irrigação e a oxigenação na região dos olhos; do ato de provocar o vômito pelos portadores de bulimia; dos distúrbios do sono; e do tabagismo, pelo fato de prejudicar a oxigenação e a irrigação sanguínea e ainda danificar os pequenos vasos na área dos olhos³ 

 

Dicas para evitar olheiras 

Para evitar o surgimento de olheiras, não tem jeito: dormir bem e usar protetor solar são garantias para quem não quer acordar com olheiras4. 

 

Fontes: 

1 – Hiperpigmentação periorbital. Surgical & Cosmetic Dermatology. Disponível em http://www.surgicalcosmetic.org.br/detalhe-artigo/158/Hiperpigmentacao-periorbitalÚltimo acesso no dia 11 de abril de 2019.  

2 –  Causas e tratamento da hipercromia periorbital – Revista PUC-SP. Disponível em https://revistas.pucsp.br/index.php/RFCMS/article/viewFile/23330/pdfÚltimo acesso no dia 11 de abril de 2019. 

3 – Veja o que são, como e por que se formam as incômodas olheiras – Sociedade Brasileira de Dermatologia. Disponível em http://www.sbd.org.br/noticias/veja-o-que-sao-como-e-por-que-se-formam-as-incomodas-olheiras/Último acesso no dia 11 de abril de 2019. 

4 – Escolha suas armas para combater ou disfarçar olheiras. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Disponível em http://www.sbd.org.br/noticias/escolha-suas-armas-para-combater-ou-disfarcar-olheiras/. Último acesso no dia 11 de abril de 2019.