A campanha “Outubro Rosa” nasceu na década de 1990, nos Estados Unidos, com o objetivo de estimular a participação da população no controle do câncer de mama, proporcionando maior acesso às informações, serviços de diagnóstico e de tratamento (1). Desde então, anualmente a data é celebrada com ações voltadas para a área de saúde que discutem e educam a população sobre o tema, contribuindo para a redução da mortalidade nesse sentido (1).

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres em todo o mundo (2). Depois do câncer de pele não melanoma, corresponde a 25% dos casos novos anualmente (2). De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2016 tivemos cerca de 57.960 novos casos da doença somente no Brasil (3).

Anualmente, o Ministério da Saúde, governos e empresas fazem campanhas para reforçar a importância das mulheres ficarem atentas às possíveis suspeitas, com informações sobre diagnóstico, exames e tratamentos (2).

Além da conscientização, é importante identificar fatores de risco para o desenvolvimento da doença (4):

  • Idade (cerca de 4 a cada 5 casos ocorrem após os 50 anos);
  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
  • Sedentarismo;
  • Consumo de bebida alcóolica;
  • Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X);
  • Primeira menstruação antes dos 12 anos;
  • Não ter tido filhos;
  • Primeira gravidez após os 30 anos;
  • Não ter amamentado;
  • Entrar na menopausa após os 55 anos;
  • Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona);
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa;
  • História familiar de câncer de ovário;
  • Casos de câncer de mama da família, principalmente antes dos 50 anos;
  • Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2 (genes que impedem o surgimento de tumores através da reparação de moléculas de DNA danificadas);

O câncer de mama de caráter genético/hereditário corresponde a apenas 5% a 10% dos casos da doença. Homens também podem desenvolver, mas em uma baixa porcentagem: 1% dos casos (4).

Com o devido cuidado, acompanhamento médico e conscientização, cerca de 30% dos casos podem ser evitados. Além disso, é importante ter em mente alguns hábitos saudáveis como forma de prevenção (5):

  • Praticar atividade física regularmente;
  • Alimentar-se de forma saudável;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Evitar o consumo de bebidas alcóolicas;
  • Amamentar.

Fique atento às ações na sua cidade e divulgue as informações. Juntos podemos diminuir o impacto da doença pelo mundo!

Fontes:
1- INCA – Instituto Nacional de Câncer – Outubro Rosa. 2016. Disponível em http://www.inca.gov.br/outubro-rosa/outubro-rosa.asp
2- Governo do Brasil – Outubro Rosa alerta para o diagnóstico precoce do câncer de mama. 2017. Disponível em http://www.brasil.gov.br/noticias/saude/2016/09/outubro-rosa-alerta-para-o-diagnostico-precoce-do-cancer-de-mama
3- INCA – Instituto Nacional de Câncer. Câncer de mama. 2016. Disponível em http://www.inca.gov.br/outubro-rosa/cancer-mama.asp
4- INCA – Instituto Nacional de Câncer. O que aumenta o risco? 2016. Disponível em http://www.inca.gov.br/outubro-rosa/que-aumenta-risco.asp
5- INCA – Instituto Nacional de Câncer. Como prevenir? 2016. Disponível em http://www.inca.gov.br/outubro-rosa/como-prevenir.asp