Você já deve ter visto, ao comprar algum medicamento em farmácia, receitas de cores diferentes, e ficou na dúvida se estava com o pedido médico correto. Também já se questionou se algum remédio específico precisava de receita, e verificou com um médico ou farmacêutico antes de efetuar a compra. Para tirar estas e outras dúvidas, este artigo ajuda a esclarecer os tipos de receitas médicas existentes no Brasil. Para saber as diferenças entre as cores das embalagens de medicamentos você pode visitar este link!

Antes de tudo, existem regras e convenções estabelecidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uma correta prescrição médica. Somente profissionais habilitados podem prescrever medicamentos: médicos, cirurgiões dentistas e médicos veterinários.  Uma receita deve sempre conter as seguintes informações:

– Dados do profissional que assina a solicitação: nome, endereço da clínica ou hospital, registro profissional (CRM, por exemplo) e sua especialidade;

– Dados do paciente: o nome é obrigatório, mas o endereço e a idade podem ser necessários;

– Nome do medicamento e sua forma farmacêutica;

– Dose / quantidade e concentração recomendada do medicamento;

– Orientações do profissional para o paciente;

– Data, assinatura, nome completo e o número do CRM do profissional

– No caso de Pediatria, profissionais costumam incluir dados como peso e altura da criança, além de inserir orientações de dietas, efeitos colaterais, repouso ou outras informações sobre o tratamento.

Com estes detalhes sobre as prescrições, é possível saber que tipo de receita seu médico irá entregar – Branca ou Azul. Existem também receituários de cor amarela, específicos para medicamentos de uso controlado, como entorpecentes ou psicotrópicos, mas são usados com menos frequência do que as receitas brancas e azuis.

Receitas de cor branca são usadas para remédios que possuem tarja vermelha, ou seja, que podem ser comercializados sem receita. Algumas necessitam de controle especial, e por isso, você irá receber duas vias da receita – uma delas ficará na farmácia e a outra fica com você.  Antibióticos são prescritos desta forma.

Já as receitas de cor azul são oficialmente chamadas de “notificação de receituário” e são obrigatórias para medicamentos que podem causar dependência, como psicotrópicos. Tranquilizantes e antidepressivos, por exemplo, estão enquadrados nesta classificação. Cada receita tem numeração controlada, é padronizada e deve estar sempre acompanhada por uma receita branca – a via azul fica retida na farmácia e a via branca fica com o paciente, para acompanhamento do tratamento. Receitas de cor azul também precisam incluir a identificação do paciente e do fornecedor – nome, endereço e telefone de contato.

Agora você tem mais informações sobre a receita do medicamento que precisa comprar, mas caso você tenha alguma dúvida não esqueça de falar com seu médico ou profissional de saúde. Ele é a pessoal ideal para te esclarecer.  

 

Fontes: CRM Paraná, Portal Anvisa, Conselho Federal de Farmácia