Sinusite é a inflamação das mucosas dos seios da face, região do crânio formada por cavidades ósseas ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos¹. Os seios da face são responsáveis pelo aquecimento do ar inspirado e pela ressonância da voz, além de conferirem um peso menor ao crânio, facilitando sua sustentação¹. São revestidos por uma mucosa semelhante à do nariz, sendo sua continuação, e por isso as sinusites são também chamadas de rinossinusites².

 

O fluxo da secreção mucosa dos seios da face é permanente e imperceptível¹. Alterações anatômicas, que impedem a drenagem da secreção, e processos infecciosos ou alérgicos, que provocam inflamação das mucosas e facilitam a instalação de germes oportunistas, são fatores que predispõem à sinusite¹. As sinusites podem ser divididas em agudas e crônicas¹. As agudas normalmente são infecciosas, com predomínio de infecções virais. As crônicas são multifatoriais, e representam uma resposta exacerbada do sistema de defesa do paciente, diante de uma infecção, ou alterações como pólipos nasais e obstruções crônicas³.

 

Sintomas – Sinusite aguda

 

Costuma ocorrer dor de cabeça na área do seio da face mais comprometido¹. A dor pode ser forte, em pontada, pulsátil ou sensação de pressão ou peso na cabeça¹. Na grande maioria dos casos, surge obstrução nasal com presença de secreção amarela ou esverdeada, sanguinolenta, que dificulta a respiração¹. Febre, cansaço, coriza, tosse, dores musculares e perda de apetite costumam estar presentes¹.

 

Sintomas – Sinusite crônica

 

Neste caso, os sintomas são permanentes¹. Os sintomas são os mesmos, porém variam muito de intensidade¹. A dor nos seios da face e a febre podem estar ausentes¹. A tosse costuma ser o sintoma preponderante¹. É geralmente noturna e aumenta de intensidade quando a pessoa se deita porque a secreção escorre pela parte posterior das fossas nasais e irrita as vias aéreas disparando o mecanismo de tosse¹. Acessos de tosse são particularmente frequentes pela manhã, ao levantar, e diminuem de intensidade, chegando mesmo a desaparecer, no decorrer do dia¹.

 

Tratamento

 

Restabelecer a drenagem é tão importante quanto esterilizar o seio4. Edema de mucosa, aumento da quantidade e viscosidade das secreções e disfunção ciliar podem levar à obstrução do canal e favorecer o crescimento bacteriano4. Deve ser feita a higiene nasal, hidratação adequada, umidificação do ambiente, identificação de agentes que causem alergia e evitar exposição a eles4. O uso de descongestionantes e lavagem nasal com solução salina são muito benéficos³. Descongestionantes tópicos devem ser usados por um curto período de tempo por causa do efeito rebote e desenvolvimento de rinite medicamentosa com o uso crônico4.

 

O uso de medicamentos e sprays nasais com corticoides são indicados sempre quando há suspeita de componente alérgico, sendo que os últimos têm efeito moderado somente durante a segunda semana de uso4. Quando o escoamento abundante de fluido pelo nariz, com ausência de fenômeno inflamatório, é aquoso, o uso de spray aerosol é mais adequado que a solução aquosa4. Medicamentos e comprimidos orais podem ser usados dependendo da gravidade das manifestações alérgicas4. Na suspeita de infecção bacteriana, com edema ao redor dos olhos, secreção esverdeada no fundo da garganta, tosse por mais de uma semana, por exemplo, um médico deve ser consultado para a avaliação de tratamento com antibiótico.

 

Recomendações

 

Na vigência de gripes, resfriados e processos alérgicos que facilitem o aparecimento de sinusite, beba bastante líquido (pelo menos 2 litros de água por dia) e goteje de duas a três gotas de solução salina nas narinas, muitas vezes por dia¹. A solução salina pode ser preparada em casa¹. Para cada litro d’água fervida, acrescente uma colher de chá (09 gramas) de açúcar e outra de sal¹. Espere esfriar antes de pingá-la no nariz; inalações com solução salina, soro fisiológico ou vapor de água quente ajudam a eliminar as secreções¹. Evite o ar condicionado¹. Além de ressecar as mucosas e dificultar a drenagem de secreção, pode disseminar agentes infecciosos (especialmente fungos) que contaminam os seios da face¹. Procure um médico se os sintomas persistirem¹. O tratamento inadequado da sinusite pode torná-la crônica¹.

 

Fontes:
1 – Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde. Sinusite. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2120-sinusite. Último acesso no dia 2 de abril de 2019.
2 – Hisbello S. Campos – Gripe ou resfriado? Sinusite ou rinite? Disponível em http://files.bvs.br/upload/S/0047-2077/2014/v102n1/a4024.pdf. Último acesso no dia 1 de abril de 2019.
3 – Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72992008000700002. Último acesso no dia 4 de abril de 2019.
4 – RINOSSINUSITES E COMPLICAÇÕES DAS RINOSSINUSITES. Disponível em https://forl.org.br/Content/pdf/seminarios/seminario_29.pdf. Último acesso no dia 1 de abril de 2019.