A tosse afeta cerca de 40% das pessoas no mundo inteiro e é um reflexo de defesa da via aérea, além de sintoma de diversas doenças pulmonares, cardíacas e gastrointestinais (1). Normalmente representa uma irritação na laringe, brônquios ou traqueia (2), e também auxilia na eliminação de secreções das vias aéreas e na proteção contra aspiração de corpos estranhos.

A tosse também pode ser um sinal de doença ou infecção pulmonar. Existem grupos de pessoas que são mais acometidas com esses sintomas: tabagistas, idosos, transplantados do pulmão e recém-nascidos. Além disso, quando a tosse é persistente, ainda pode agravar outras reações como hérnias e incontinência urinária (1).

A tosse seca (ou produtiva) é dividida em três categorias (3) e pode ser originada de inúmeras causas, com diversos sintomas e diagnósticos:

* Aguda (com duração de menos de 3 semanas):

* Subaguda (com duração entre 3 e 8 semanas);

* Crônica (com duração de mais de 8 semanas).

 

Causas

Alguns medicamentos como os betabloqueadores (usados contra doenças cardiovasculares) podem causar sintomas como a tosse. Outros fatores são doenças cardiovasculares (edema e embolia pulmonar), refluxo gastroesofágico, aspiração de corpo estranho, neoplasias, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, inalação de irritantes e pneumoconioses (doença pulmonar causada pela inalação de poeiras inorgânicas) (3). No entanto, as causas para cada tipo de tosse podem variar:

  • Aguda: a principal causa da tosse aguda é a infecção viral aguda das vias respiratórias superiores, mas também pode ser consequência de sinusite bacteriana, exacerbação de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), rinite alérgica ou fatores ambientais. Raramente surge por inalação de corpos estranhos (2).
  • Subaguda: normalmente é resultado de sinusite bacteriana, asma ou infecção. Ela pode persistir caso tenha fatores irritantes como o uso do tabaco, por exemplo. Ela acontece por causa de defeitos nos cílios (responsáveis pela limpeza do interior do pulmão) ocasionadas por infecções e podem durar semanas. (2).
  • Crônica: no caso de não fumantes, as causas mais frequentes são asma, refluxo gastroesofágico (RGE) e síndrome de rinorreia posterior (ou síndrome da tosse das vias aéreas superiores – STVA). Normalmente passa a sensação de muco acumulado na garganta. A tosse crônica também pode ser uma reação adversa a medicamentos ou ainda uma resposta a fatores ambientais como fungos (2).

 

Sintomas

Com a tosse é possível surgir sinais como exaustão, insônia, dor muscular, rouquidão e incontinência urinária. Alguns sintomas como febre prolongada e elevada e presença de expectoração amarelada/sinais de sangue indicam alerta. Além disso, é necessário prestar atenção em dificuldades respiratórias, perda de peso ou alteração no estado geral (3).

 

Diagnóstico

É importante identificar o tipo de tosse do paciente para que os doentes não recorram à automedicação. Para isso, a consulta ao médico é ideal para entender possíveis causas e ter a indicação correta do melhor tratamento para cada caso (3).

 

Prevenção

Para cortar possíveis causas da tosse, é preciso evitar itens como o tabaco (responsável pela irritação das vias aéreas e redução da eficiência dos cílios) e umidificar o ar seco de ambientes (não em doses muito elevadas, pois podem aumentar as alergias com o surgimento de fungos e ácaros) (1).

 

Tratamento

O tratamento reduz a gravidade e o número de episódios de tosse, além de prevenir possíveis complicações. É necessário consultar um médico para o diagnóstico e tratamento correto de patologias associadas à tosse: pneumonia, alergias ou outras doenças. Dessa forma, é possível ter acesso ao melhor tratamento de acordo com os sintomas, além de prevenir possíveis riscos, intoxicações e efeitos adversos (2).

 

Fontes:
1 – RODRIGUES, Mateus de Sousa; GALVÃO, Ivan Martins. Aspectos fisiopatológicos do reflexo da tosse: uma revisão de literatura. 2017. Disponível em http://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/123378/133966
2- Ordem Farmacêuticos – A tosse. 2013. Disponível em https://www.ordemfarmaceuticos.pt/fotos/publicacoes/ft106_a_tossepdf_5266326445b042ec1499be.pdf
3- BALBANI, Aracy Pereira Silveira. Tosse: neurofisiologia, métodos de pesquisa, terapia farmacológica e fonoaudiológica. 2012. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/iao/v16n2/v16n2a16.pdf